PAINEL DE ESTUDOS DE TEMAS AMAZÔNICOS
Idealizado e criado pelas discentes Amanda Santos de Oliveira, Giovanna Martini, Lívia Leoni e Roberta Cartágenas
SOBRE A PRAÇA BATISTA CAMPOS
Durante o século XIX, a praça era uma propriedade privada, denominada "Largo da Salvaterra" e pertencente a Maria Manoela de Figueira e Salvaterra. Após a morte de Maria, o local foi repassado à Câmara Municipal de Belém, e foi rebatizada como "Praça Sergipe", em homenagem à província recém-criada. Foi somente em 1897, durante o governo de Antônio Lemos, que a praça ganhou o nome permanente, agora homenageando um dos principais personagens da Cabanagem: Batista Campos, morto em 1834. Depois de diversas obras, restaurações e adições de maquinários, a Praça Batista Campos preserva até os dias atuais alguns resquícios da arquitetura do século XX. Foi tombada pelo município em 1983 e em 2005 ganhou o prêmio de praça mais bonita do Brasil.
ASSISTA AO EPISÓDIO "MEMÓRIAS DA VELHA BELÉM - NASCIMENTO DA PRAÇA BATISTA CAMPOS"
Memórias da Velha Belém * Episódio 02 - O Nascimento da Praça Batista Campos
Créditos do material: Maria Monteiro, no YouTube.
MAS... QUEM FOI BATISTA CAMPOS?
João Batista Gonçalves Campos nasceu no Acará, no ano de 1782. Foi um cônego, jornalista, advogado e ativista político no território do Grão-Pará, e é considerado o autor intelectual do movimento da Cabanagem. Batista Campos escreveu o primeiro jornal publicado em Belém, "O Paraense", e a seguir o "O Publicador Amazonense". A sua morte, segundo a história, foi ocasionada pela infecção de uma ferida causada pela navalha, ao cortar a barba, em 1834. Seu corpo foi enterrado na Vila de Barcarena e, mais de 150 anos depois, em 1985, os restos mortais foram retirados do local de sepultamento, colocados em uma urna, e levados em carreata pela cidade de Belém, na comemoração dos 150 anos da Cabanagem.
AFETOS, MEMÓRIAS E ATUALIDADE
Atualmente, a Praça Batista Campos ainda é sinônimo de beleza, lazer, nostalgia e saudade. Devido às suas características estéticas, existe um sentimento comum dos belenenses em relação ao local, como exposto no artigo "Lazer em áreas verdes públicas urbanas: as vivências na Praça Batista Campos em Belém - Pará" de Mirleide Chaar Bahia e Silvio Lima Figueiredo: "houve depoimentos de alguns usuários, que demonstraram uma certa nostalgia e romantismo pela natureza perdida da cidade, com uma concepção um pouco voltada à sacralização desta, mas também com a demonstração da fragilidade que se impôs na relação sociedade natureza."
NOSTALGIA: ESCUTE A CANÇÃO "BATISTA CAMPOS" DA BANDA O CINZA
Batista Campos
A Praça Batista Campos é um dos cenários tradicionais de Belém, tornando-se fonte de inspiração para a produção artística e cultural na cidade. Presente nas brincadeiras de criança, nos passeios de fim de tarde ou nas conversas de namorados, a praça é memória viva, como canta a banda "O Cinza":
Ah, que saudade!
Da nossa velha Batista Campos
Há graça na ingenuidade
Da crença em longos anos
Batista Campos...
Antigamente, a Praça da República era conhecida como Largo da Campina... (Restante do conteúdo removido por limite de resposta)
A AVENIDA NAZARÉ
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Hoje, a Avenida Nazaré segue sendo palco para a chegada do Círio de Nazaré, recebendo a padroeira da Amazônia e seus romeiros com suas mangueiras. Ao longo da avenida, encontramos casas e prédios residenciais, além de espaços comerciais, como farmácias, colégios, lojas e clínicas de saúde.
BASÍLICA DE NAZARÉ
Antes de ser a grandiosa Basílica de Nazaré, ali foi erguida a pequena ermita para abrigar a milagrosa imagem de Nossa Senhora de Nazaré, encontrada por Plácido em 1700. Após inúmeras reformas e ampliações da capela, viu-se a necessidade de um espaço maior para abrigar os fiéis. Então, em 1941, foi inaugurada oficialmente a Basílica de Nazaré como é nos dias de hoje, projetada pelos arquitetos italianos Gino Coppede e Pedrasso.
SOBRE O IGARAPÉ DAS ALMAS
O Igarapé das Almas recebeu esse nome por conta dos inúmeros relatos de moradores, que diziam ver os fantasmas dos cabanos que lutaram e morreram durante a Cabanagem vagando pelas águas do antigo Igarapé...
ESCUTE A LENDA "A PONTE DO IGARAPÉ DAS ALMAS"
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Audio • 04:46
Música da banda paraense "Maniva da Silva". Em 2006, o grupo de quatro integrantes lançou o álbum "Visagens e Assombrações de Belém", que carrega o nome do livro de Walcyr Monteiro.